4 lições que aprendi até agora na minha vida
Estamos em agosto, falta pouco para o meu aniversário e sempre paro para pensar no quanto mudei de um ano para o outro e também no que aprendi nesse período. Me veio a ideia de relatar as lições que adquiri até hoje, através de experiências (não muitas), sabedoria de outras pessoas, livros, etc.
A seguir, você terá acesso as principais aprendizagens que mudaram a minha vida, e se fizer sentido para você, que possam mudar a sua.
Não coloque nada e nem ninguém no pedestal.
Temos a tendência de criar expectativas, endeusando alguém ou alguma situação. No entanto, sempre acabamos nos decepcionando com esse "controle" que achamos ter, através dos acontecimentos não serem como havíamos planejado ou das atitudes dos outros.
Quando digo no "pedestal", estou me referindo em colocar as pessoas acima de si mesmo (necessidades, limites, vontades, etc). Ou até mesmo fantasiar sua felicidade em algo do futuro (relacionamento, dinheiro, etc). Nessa posição, só vemos virtudes, ignorando os defeitos ou problemas.
Tudo que colocamos como fontes da nossa felicidade ou nossa única responsabilidade, faz com que procuramos algum tipo de controle ou acaba se tornando algo inalcançável. Um exemplo poderia ser sobre relacionamentos (amoroso, amizade, familiar), onde quanto mais você coloca uma pessoa em um nível acima de si mesmo, mais você pode diminuir seu valor próprio e não perceber os erros dentro dessas relações, podendo ser suas ou dos demais.
Não colocar nada e nem ninguém no pedestal da sua vida te ajudará a ser mais humilde, aceitando de fato como as pessoas são; valorizar a si mesmo e suas pequenas conquistas; buscar sua felicidade em si e no que tem agora; etc.
Aceite sua sombra.
Vemos muito nas redes sociais a cultura da "luz interior", onde somos bombardeados com dicas ou ensinamentos de pessoas confiáveis (as vezes não) sobre qualquer religião ou crença. Acredito que isso seja muito benéfico para ajudar as pessoas em suas evoluções ou até mesmo romper pensamentos preconceituosos.
No entanto, vivemos em um infinito equilíbrio, onde existe o bem e o mal. Independente de sua religião, isso é um fato. Com apenas o foco no "lado positivo" e naquilo que gostamos, esquecemos do nosso outro lado, o negativo ou o negligenciado.
Para você entender melhor, o Carl Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço responsável por fundar a Psicologia Analítica, estudou e reformulou a ideia do nosso lado ruim.
Segundo Jung, a Sombra é um fenômeno psicológico, que são características incompatíveis com o nosso padrão social, que recusamos a aceitar, resultado de nossos pensamentos, desejos, vontandes e habilidades que foram reprimidos, não apenas o negativo (vergonha, brutalidade, inveja, luxúria, etc), mas também qualidades positivas.
Esse material se torna reprimido profundamente em nosso inconsciente, pelo medo do reconhecimento e da aceitação.
O que impede essa Sombra de se revelar é a "Persona", que em latim significa máscara ou personagem, que usamos na nossa relação com outras pessoas, sendo uma lista de comportamentos e caráter que queremos que outras pessoas vejam como somos.
Quando ignoramos essa Sombra, mais ruim ela se torna, resultando em crenças limitantes comandando sua percepção das coisas, a impossibilidade de reconhecer esse lado de sua psique e ter a sensação de não entender a si mesmo.
Podemos reconhecer a Sombra através de 2 maneiras, pela Projeção, quando percebemos em outros indivíduos ou outros grupos, fraquezas e defeitos que, na verdade, estão dentro de nós mesmos. Ou por outra Personalidade que agimos, sem perceber, afetando o nosso humor, nossos comportamentos, e assim, criando uma confusão mental. Em momentos de estresse ou quando as pessoas bebem demais, nossa mente não consegue separar esses traços do consciente e subconsciente, revelando a Sombra.
Contudo, Jung afirma que devemos aceitar essa Sombra, assim teremos acesso à nossas falhas e pontos fortes (que foram reprimidos). Precisamos observar e integrar conscientemente os traços da sombra, nosso caráter e nossa personalidade, permitindo que eles se expressem. Fazendo isso, nossas qualidades positivas se destaquem com maior facilidade, como o próprio Jung descreveu:
"Quando confrontamos a sombra, de repente podemos ver ambos os lados."
Aceitando esses lados, permite que não sejamos controlados mais por egoísmo, inveja, raiva, obsessão, etc., dando a oportunidade de exercer mais controle sobre isso. É realmente libertador conhecer aquilo que é invisível dentro de nós, dessa maneira, não iremos alimentá-los ou escondê-los.
Caso tenha interessa, se aprofunde mais nesse assunto e recomendo a você trabalhar sua sombra. Não é fácil para ninguém, mas é extremamente importante nos conhecermos profundamente. Esse trabalho interno pode ser benéfico para aceitar nossas falhas e conseguir de volta qualidades boas que foram tirados de nós através da sociedade que vivemos, podendo moldar tudo dentro de nós ao nosso favor.
Não conte tudo para os outros.
Nem todo mundo deseja o seu bem.
Não compartilhe muitas informações com as pessoas mais do que elas precisam saber.
Acredito que quanto mais falamos sobre nossa vida, negócios, dinheiro, relacionamentos, etc., para qualquer pessoa, mais isso pode dar errado.
Não me refiro apenas na energia negativa que pessoas ruins ou invejosas colocam nessas áreas de sua vida, mas também nas opiniões que não pedimos. Muitos de nós já mudamos de planos ou gostos por causa da opinião alheia, onde pessoas moldam seus medos, fracassos e reflexo naquele que dirigem sua teoria.
Com as redes sociais, isso piorou ainda mais, muitos não compartilham suas vidas ou ideias por diversão ou para si mesmo, mas sim para validação dos outros. Tenho consciência disso porque eu mesma já estive nessa situação, bem antes de criar redes sociais.
Você não precisa se tornar uma pessoa rígida ou que não confia em ninguém, só precisa aprender a diferença entre vulnerabilidade e compartilhamento excessivo.
Vulnerabilidade é confiança, quando compartilhamos coisas pessoais com que conhecemos ou que nos conhecem, ou seja, família e amigos. Você confia que essa pessoa não sairá espalhando isso para os outros e que realmente irá te ajudar de alguma forma. Procuramos entender e aceitar essa informação antes de compartilhar com essas pessoas.
Compartilhamento excessivo seria com qualquer pessoa, e em qualquer lugar, feito impulsivamente. Compartilhar tudo para colegas de escola ou trabalho, estranhos, em espaços públicos pode ser um problema.
Espalhar informações pessoais para pessoas rasas ou até mesmo aquelas que temos uma pulga atrás da orelha, em busca de sermos aceitos ou de não ficarmos sozinhos, pode custar nossa privacidade, sucesso e paz de espírito.
Pense bem antes de contar para qualquer pessoa sobre suas dores, problemas, próximo passo, relacionamentos, etc.
Deixe as pessoas serem quem elas são.
Em nome da nossa própria paz, precisamos aprender a aceitar as pessoas do jeito que se mostram, para que possamos ver quem elas realmente são.
Muitos de nós queremos mudar alguém para encaixá-la em nosso mundo. A pessoa na maioria das vezes, nem pediu nossa ajuda ou não está afim de mudar em algo. E isso nunca funciona, pois o outro não deseja a mudança ou até mesmo pode se sentir mal em busca de se transformar em uma nova pessoa para você.
Achar que tem controle é um veneno, produzindo ansiedade, medo e diversas emoções. Nunca tente controlar o próximo ou forçar uma mudança que deveria ser genuína e própria do outro. Não temos controle sobre as decisões das pessoas, e acabamos nos machucando em busca de domínio da vida ou dos indivíduos.
A única coisa que podemos fazer em relação ao outro é ajudá-lo, deixando o outro tomar suas próprias decisões, e também conversar sobre o que nos incomoda, podendo fortalecer esse relacionamento ou ajudar alguém a melhorar (sendo uma decisão dela fazer isso).
Deixe as pessoas livres para se expressarem, se mostrarem quem é. Dessa forma, você poderá enxergar e refletir se elas te fazem bem ou mal, suas atitudes e pensamentos, aprendendo a cultivar relacionamentos que te fazem bem e sair de perto daqueles que não te respeitam.
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Se chegou até aqui, você é muito gentil e paciente (muito mesmo). Obrigada!💌
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Um beijão e se cuide!🦋🪷

Amei que você falou sobre não colocar as pessoas em um pedestal quando o que mais acontece atualmente são pessoas que colocam seu bem estar em risco para que o outro se sinta bem. Sobre aceitar a própria sombra foi tão necessário que não pude deixar de me indetificar com a parte de "não aceitar o nosso lado ruim" pq sempre queremos dar o nosso melhor e estarmos no nosso melhor momento, mas nem sempre podemos e temos que aceitar isso dá melhor forma possível antes que vire um problema de verdade(não que já não seja).
ResponderExcluirfico muito feliz por vc ter gostado!!💌
Excluirinfelizmente, as pessoas colocam muito as outras acima de si mesmas, se tornando um problema grave de autoestima e no próprio relacionamento.
sobre a Sombra, concordo plenamente com você, parece que estamos vivendo pressionados para estarmos sempre felizes ou dando nosso melhor, como você mesma disse, não vai ser todo dia que vamos estar 100%, precisamos aceitar esses momentos delicados, até porque são necessários para o autoconhecimento e para uma vida equilibrada.