como a cultura da "magreza extrema" é doentia

   

   Quando pensamos que nada poderia piorar após os padrões irreais impostos pelas cirurgias plásticas, ressurgiu das cinzas a cultura da magreza extrema.

   Recentemente, surgiu entre os famosos a tendência de usar um remédio chamado Ozempic, cuja verdadeira função é controlar a diabetes tipo 2. Atualmente, tornou-se uma febre utilizá-lo para emagrecer, já que ele reduz o apetite. No entanto, muitas pessoas estão recorrendo a esse medicamento com fins estéticos, prejudicando quem realmente precisa dele (diabéticos), que enfrentam a falta do remédio nas farmácias e o aumento significativo de seu preço.

   Com essa "modinha" e o imediatismo da sociedade em que vivemos, ninguém parece se importar com os efeitos colaterais desses medicamentos, como fadiga e desnutrição. Pessoas com corpos saudáveis, que não precisam desses tratamentos, acabam colocando sua saúde em risco apenas para seguir tendências.

   As redes sociais, em parceria com a indústria estética, criam problemas em nós para, em seguida, vender "soluções" lucrativas. Elas promovem o ideal de corpos elitistas com o uso de Photoshop, cirurgias acessíveis apenas a mulheres ricas, e a magreza acompanhada de curvas perfeitas, vendendo a ideia de que seremos felizes e satisfeitas ao atingir esse físico. Isso resulta em mais pessoas com distúrbios alimentares e distorção de imagem.

   Essa representação não está mais limitada às passarelas, mas invadiu canais de entretenimento, comerciais, influenciadores digitais e até nossos lares, onde o consumo de conteúdos de celebridades promove comparações constantes e a crença em verdades absolutas que enganam. Esse fenômeno é algo que aconteceu e continua acontecendo com algumas das maiores celebridades do Brasil (quem sabe, sabe).

   Desde sempre, a indústria segue para onde a maré do lucro a leva. Não há um verdadeiro interesse em inclusão ou representatividade; o foco está apenas em lucrar sobre questões sociais, como os padrões de beleza.

   Dessa forma, as pessoas sacrificam sua saúde física e mental em busca de corpos e tendências que estão em constante transformação, enquanto a indústria segue criando novos ideais de "beleza" para continuar lucrando.

   Precisamos nos apoiar para não sermos influenciados por esses padrões passageiros de beleza. É fundamental aprender a reconhecer que ainda somos bonitos e temos valor, apesar das inseguranças e da visão que a sociedade tenta nos impor. E antes de encerrar este artigo, gostaria de destacar alguns pontos importantes relacionados a esse tema.

   Uma mulher naturalmente muito magra só é elogiada na Internet. Afinal, no Brasil, o padrão de beleza costuma privilegiar mulheres curvilíneas e com um corpo mais cheio. Caso contrário, elas são frequentemente rotuladas como "menos femininas", "um palito" ou até mesmo "anoréxicas".

   Digo isso porque sempre fui muito magra e sei o que pessoas assim passam e pensam. Ter um corpo considerado "mais aceitável" socialmente não significa que estamos livres de inseguranças ou bullying, especialmente se você for uma garota, já que se espera que mulheres sejam curvilíneas para serem consideradas bonitas, não "retas" ou "finas".

𓇢𓆸

   Obrigada por ter lido até aqui e espero que isso tenha te ajudado ou clareado sua mente.

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   Um beijão e se cuide!💌


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