6 de outubro: Dia da Paralisia Cerebral

    Hoje, dia 6 de outubro, é o Dia Mundial da Paralisia Cerebral, criado para conscientizar a sociedade sobre os direitos, desafios e potencial das pessoas com essa condição, além de incentivar mais inclusão, respeito e acesso à reabilitação.

    Esse é um assunto fora da curva desse blog. No entanto, com a visibilidade que o nosso blog está ganhando a cada mês, tive a ideia de abordar esse tema que é muito pouco comentado. Diante disso, sente-se e curta a reflexão!


    Paralisia Cerebral é uma condição neurológica não progressiva (ou seja, não piora com o tempo) que afeta movimentos, postura e coordenação. 

    Recentemente, tive a oportunidade de assistir o filme chinês Big World (2024), onde apresenta com sensibilidade a jornada de Liu Chunhe (Jackson Yee), um jovem adulto que possui paralisia cerebral. Ao decorrer da obra, vemos os desafios financeiros, preconceitos e um sistema social pouco acolhedor. 

    Primeiramente, o que mais me tocou foi a forma realista como o filme mostra a sociedade em que essas pessoas vivem.

    Imagine você viver à mercê de cochichos preconceituosos, risadas desrespeitosas, olhares carregados de maldade e ser tratado(a) como incapaz. Deve ser completamente horrível, podendo levar a depressão e tentativas de suicídio. Há uma cena muito forte em que o protagonista tenta tirar a própria vida, e foi doloroso perceber que isso reflete uma realidade vivida por muitas pessoas. 💔

    Além disso, aparece poucos momentos do protagonista recebendo cuidados de especialistas e fazendo fisioterapia. Detalhe: o filme se passa na China, a maior potência tecnológica e econômica do mundo. Observando isso, a dificuldade em países menos desenvolvidos, como o Brasil, triplica.
   
    Existe o SUS que assegura direitos a saúde e tratamento. Mas não é fácil em muitos casos — ter acesso a especialistas depende de onde a pessoa mora (desigualdade geográfica), do estágio da condição, da estrutura local, da disponibilidade de profissionais e de equipamentos (tecnologia limitada). Além de recursos reduzidos, os melhores tratamentos são muitos caros!

    Outro obstáculo seria a inclusão educacional, social e no mercado de trabalho, que mesmo com leis lindas em papéis, a realidade não condiz com tais normas.

    Falta de acessibilidade nas escolas, despreparo de professores, poucas empresas adaptam espaços ou oferecem suporte. Tudo isso reforça o isolamento social.

    Big World nos mostra a realidade crua dessas pessoas, o preconceito, a exclusão e até o abandono familiar (retratado pela mãe do protagonista). A sensibilidade com que o protagonista percebe o mundo é comovente. Essa obra merecia vários Oscars!

    Esse filme nos convida a enxergar a paralisia cerebral não apenas como uma condição médica, mas como uma experiência humana que exige empatia, políticas públicas e inclusão. Os desafios enfrentados pelo Liu Chunhe e sua vó ultrapassam fronteiras, revelando que, seja na China, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, ainda precisamos evoluir muito para garantir dignidade, acesso e respeito às pessoas com deficiência.
  
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    Espero que você tenha gostado desse artigo, e tenha criado uma percepção com mais empatia, menos preconceitos e mais gentileza. Esse é o meu objetivo aqui. Recomendo que assista esse filme (caso seja bem forte).

    Se quiser ver os bastidores ou ficar por dentro de novos artigos, confira meu Instagram: @vixsantosz

    Obrigada por ter lido até aqui, um beijão e se cuide!💌✨️

    

Comentários

  1. Na boa vitória, o tema não só é interessante como também pucha a nossa atenção para a reflexão, principalmente nos dias hoje, você foi muito autêntica e edificante no texto, gostei muito. Continue assim 👍👍

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